Tudo visto de um referencial diferente

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27 de outubro de 2008

Perfeita Estranha


Percebi que só nas altas horas de uma madrugada, seja ela quente ou fria, que sinto vontade de dedilhar as teclas do meu computador.

Mesmo sem saber o que escrever, fico aqui a observar e pensando no que irei dizer.

Às vezes, por sorte ou dom, algumas coisas fluem, outras vezes ficam sem sentido, soltas.

Como hoje.

Não quero abrir minhas janelas, não tem nada que me interesse lá fora, o que busco está aqui dentro, guardado. Contra tudo e todos.

Mesmo que o calor daqui me sufoque, talvez seja melhor do que congelar ali fora.

Eles tomam meu fôlego, me sugam e sempre me deixam.

Hoje não vou ser deixada. Estarei, eu e minhas palavras.

Únicas.



Imagem: Iluminarium

26 de outubro de 2008


Nesta madrugada sou meros versos de uma canção sincera...

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Ah, meros devaneios tolos a me torturar!
Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde...
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão
É inútil pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica por que o sexo é assunto popular.
No mais estou indo embora, no mais estou indo embora
No mais

Zé Ramalho - Chão de giz

2 de setembro de 2008

Recomeço


Hoje a lua se encontra linda.. em mais perfeita sintonia, bela e fina, feito uma fita de cetim. Hoje a noite se arrasta como o ar frio do inverno. E os meus pensamentos voam longe feito as folhas carregadas pelo vento. A solidão me faz compania, e não é ruim. Penso que tudo que tem um começo, pode vir a ter um fim, e após um fim sempre há um recomeço. É neste ponto em que tudo que se perdeu, volta as suas origens para que se possa perder novamente, pois o inteiro não se modifica, o despedaçado precisa de um complemento que está entre o fim e o retorno.

Existem 6 bilhões de pessoas no mundo, mas às vezes precisamos só de uma. E por mais paradoxal que seja, essa uma é a mais difícil de achar. Não é clichê dizer a verdade. Ela por si só se faz e se completa.

Hoje queria pensar de uma forma egoísta, onde eu serei o centro das minhas atenções. Mas não é assim que acontece. Na verdade agora penso em compartilhar as migalhas que restaram do fim, do meu fim. Eu preciso de um recomeço, mas não sei por onde começar. Posso ser categórica e fim. Posso não ser, ou posso ser o que você quiser, afinal, eu não sei o que quero ser. E entrego à você a chance de reiniciar, e quem sabe mudar o que eu insisto em permanecer imutável.

Queria poder parar por aqui e você continuar, versos infinitos para se decifrar. Não sou feita de códigos, ninguém é. Não é só carne que é fraca, o coração também é. E o meu agora bate por bater, sinto falta da sua aceleração, e isso me corrói, o sangue demora a circular e isso me sufoca. Quero perder o fôlego mas não dessa forma.

Quantas vezes sofri sem sofrer.. e pensei que meu mundo fosse acabar, quando ele apenas começava.. quero gritar, e quero sofrer de amor, por que senão for assim, que graça vai ter?

Pois um dia.. as pessoas se vão, mas outras chegam, porque todo fim tem um recomeço.

5 de junho de 2008

Solidão


Se pudesse agora acabaria por mim toda feito um rio que deságua e não pergunta onde, apenas segue seu curso, sem saber seu fim. Faria-me em mil pedaços despedaçados, e me sentiria incompleta por mais completa que fosse. Colocaria-me numa sela na esperança de compartilhar todo meu amor com quem fosse. Obrigaria-me a ser sozinha para experimentar a saudade e ao mesmo tempo a dor, a mesma dor que agora sinto, sozinha, fria, sem calor. Permitiria-me gritar de amor e sorrir de ódio, por mais contraditório que isto parecesse ser. Acalmaria-me em saber que não sou a única a viver e sofrer dessa forma. Mas de nada isto me adianta se não posso mentir por amor ou chorar de alegria, soluçar de medo e crer no amanha, na esperança de encontrar o que há de ser minha promessa de vida.
Pouco me importa se tu encontras em outros olhos o que os meus podem te dar, se não são os meus que lhe mostram o que há pra ver; não me importa saber quantas noites tu perdeste emaranhado em lençóis que não eram os meus, se são os meus que te dão o calor que tu busca. Mas me importa saber que quando olho para o lado não são teus olhos que eu vejo, e nem a tua boca que provo, se não é teu abraço que me aperta, nem teu cheiro que me afaga.
Enlouquece-me saber que nossos olhares se cruzam, mas nossas mãos não se tocam, que a distancia se faz presente, quando ela era para ser apenas uma pimenta da saudade. Tento ocultar toda minha dor e vontade de te ter, mas minha frieza não se mostra presente quando você está, ela se faz por desentendida e me deixa perdida, por que você me intimida até o ponto de eu não conseguir me conter e buscar o que o meu corpo clama. Nunca me enganei, eu sabia que o seu certo era o meu errado, e que a tua verdade era a minha mentira, mas mesmo assim me entreguei de alma e corpo afim de que seu corpo e sua alma se prendessem ao meu e assim se fez, como um eclipse, intenso e perfeito. E a cada momento que se passa me perco em metáforas delirantes em busca da explicação disso tudo, vejo-me inerte e descompassada, feito o tempo de um relógio parado.
E agora parte de mim escorre pelo canto do meu rosto, meu sorriso se esconde, não há você para que ele se manifeste. Não te darei o posto de minha razão, mas queria que fosse o meu ponto de fuga.





That's all Folks!

7 de maio de 2008

O que falta para nós?



"Depois do advento da Revolução Industrial, o mundo sofreu várias transformações..." Quem lê essa frase já pensa logo seguinte no capitalismo, consumismo, e por fim na sociedade moderna. Não que estes não sejam fruto de tal transformação, mas é que com tantos "acontecimentos" o mundo se perdeu em labirintos econômicos e politicamente incorretos. Houve uma transformação tão... grotesca [desculpe, mas não achei outra palavra melhor] na mudança de hábitos do ser humano, que resultou em uma única condição: Solitário. Esse não é nenhum texto poético ou um desabafo, mas sim uma análise da sociedade contempôranea.


Considero estranho o fato de morarmos e um determinado local e não conhecermos o nosso próprio vizinho, ou ao sair na rua colocarmos nosssos fones de ouvido e seguirmos na nossa trilha sonora favorita até o destino desejado sem que comprimentemos nem ao menos a pessoa que está ao nosso lado no ônibus. É tão peculiar essa relação entre as pessoas na sociedade moderna, que chega a ser contraditório. Como já dizia uma famosa frase "estamos sozinhos em plena multidão" e ela não diz senão a mais pura verdade. Mas o que aconteceu? Quem pode explicar porque houve essa segmentação brusca da sociedade? Afinal, que diabos aconteceu?


Com certeza sociólogos tem uma resposta, ou a filosofia, ou qualquer outra pessoa que trabalhe com tais questionamentos, mas não é aí que eu quero chegar, mas sim ao fato de onde tudo isso vai levar a sociedade...


A cada dia que se passa coisas absurdas são transmitidas na televisão, rádio, jornais impressos, e em tantos outro meios de comunicação; vendidos como pães para aqueles famintos de trangédias, sim porque as notícias hoje são vendidas feito pães: as pessoas compram, consomem, e depois não passam de notícias velhas, já sem nenhum impacto... E que venham mais pães...
As pessoas e suas ações são vistas como meras mercadorias, dependendo da "embalagem" ela pode ou não vir a ser "consumida", mas tudo varia de acordo com o padrão escolhido pela sociedade. Será que a tendência é piorar? Tem como piorar? Não sei, só o tempo dirá.

O ser humano segue com um orgulho cego e prepotente dominando toda a natureza, como faz com seus subordinados, até que um dia alguém com certeza irá dominá-lo, afinal de contas todo reinado tem seu fim.



That's all Folks!


14 de abril de 2008

Dias de chuva


Hoje quando acordei..e contemplei o céu, percebi por suas singelas nuvens, que seria um dia ensolarado porém meio frio, me arrumei e segui rumo a faculdade.

Me senti como ele, encoberto por uma camada quase transparente, mas que camufla sua verdadeira face. Pensativa e com o olhar perdido, me peguei por diversas vezes perdida no meio da aula...

É interessante a facilidade que temos de nos embriagar em nossos próprios pensamentos, e esquecer de tudo que ocorre ao nosso redor. Nem barulho, nem luzes, nem movimentos tiraram minha atenção, que estava focada em apenas uma coisa: acontecimentos recentes. Meus pensamentos aos montes, fechavam o céu da minha mente, e como uma tempestade de verão, fez-se chuva forte e passageira, lavando minha alma.

Não sei definir muito bem o que estou sentindo.. Mas creio que é tempo de fechar as portas, e embaixo de um edredom, esperar a chuva passar. Queria poder falar aqui o que sinto, mas é complexo demais para ser traduzido em palavras. Não quero que soe como um clichê, mas de fato não há muito o que dizer. Não tenho o dom dos poetas, e nem daqueles que compõe melodias, mas tenho o dom de sentir...e isto me basta.


Música: Skid Row - I remember you.


9 de abril de 2008

Nada está perdido!


Segundo post e eu ainda não defini sobre o que escreverei, acho que isto é um tanto complicado, mas creio que com o passar do tempo saberei conduzir melhor este espaço. Ainda não tenho muitos visitantes, então não há com o que se preocupar...

Hoje eu poderia falar de fatos que me chamaram atenção como o "Shopping do Abadia", o caso da menina Isabella e a invasão na UNB, mas deixarei minhas opniões para outros dias..

Prefiro falar de mim.. não estou sendo egocêntrica, mas é que antes de ler a obra é interessante que se conheça o autor, para que de fato possa se compreender em toda sua extensão e profundidade...

Iniciante em um curso de Jornalismo, dedico-me daqui em diante a preencher este espaço em branco, expondo o que acho que tenha alguma relevância para mim e para aqueles que leem..

Espero apreender com aqueles que já dominam este meio de comunicação e poder passar o que já conheço para todos..

That's all folks!



 
©2007 '' Por Elke di Barros