Tudo visto de um referencial diferente

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28 de outubro de 2008

Adeus...




Por falta de post, resolvi mexer no baú da Milena.. olha o que achei...




Sempre tive a impressão que fosse fácil se envolver e cair fora. Na verdade não era apenas impressão, era fato.
Nunca precisei reclamar amor a ninguém, e isso era normal. Mas hoje me vi do lado oposto, como se a moldura do espelho tivesse trocado de lado. Me senti abandonada, largada. Não sabia que doía tanto ouvir um "Adeus..". Afinal quando é você que pronuncia tal palavra, ela não te corta o peito, ela apenas flui.

Encostada na parede, senti minhas pernas falharem ao toque da sua pele. Não sabia eu, que aquela seria a última vez, o último toque.
Seu beijo nada demonstrava de diferente, era quente, úmido e excitante, assim como todos aqueles que eu já havia provado. Sua respiração mudava a cada toque de minhas mãos em suas costas. Estava tudo normal.

"Milena, Milena, minha Milena... tão doce e tão quente, assim você me mata”.

Como se pode adivinhar o fim? Como se pode acreditar nele? Não com estas falas, seus proclames. Não. Não é possível.

Agora os dois, deitados no tapete. Como sempre eu acariciava seu peito, com poucos cabelos, mas que ainda era possível enrolar nos dedos, enquanto ele mexia em meus cabelos, possivelmente pensando na forma mais sutil e direta de me dar um fora.
O que são 6 meses na cabeça de um homem? Uma transa fixa?


Pra mim já era início de uma relação estável.


Imagem: Daniel Lopes

26 de outubro de 2008


Nesta madrugada sou meros versos de uma canção sincera...

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Ah, meros devaneios tolos a me torturar!
Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde...
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão
É inútil pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica por que o sexo é assunto popular.
No mais estou indo embora, no mais estou indo embora
No mais

Zé Ramalho - Chão de giz

22 de outubro de 2008

Ponto


De onde escrevo é possivel observar o céu negro com poucos pontos claros. É assim a minha noite, subversiva, entendiante. E são poucas as idéias claras e coerentes, vagas, contundentes. Não falo por querer, nem por sentido, apenas por extinto. Escrevo por escrever, não há de haver porquês, não há quem questione. E ponto.
O que procuras meu querido sujeito? Se vais sem verbo, o que há de ser? Não tens predicado, não tens nada.
Já escrevi sobre amores, dores, fatos. O que me falta escrever?
Não sei. Quem saberá. Uso do ponto. Quero o final.
Histórias? Nunca inventei a dor e o prazer. Quem sabe funciona.

Adoce minha vida... e eu apimentarei a sua.

2 de setembro de 2008

Recomeço


Hoje a lua se encontra linda.. em mais perfeita sintonia, bela e fina, feito uma fita de cetim. Hoje a noite se arrasta como o ar frio do inverno. E os meus pensamentos voam longe feito as folhas carregadas pelo vento. A solidão me faz compania, e não é ruim. Penso que tudo que tem um começo, pode vir a ter um fim, e após um fim sempre há um recomeço. É neste ponto em que tudo que se perdeu, volta as suas origens para que se possa perder novamente, pois o inteiro não se modifica, o despedaçado precisa de um complemento que está entre o fim e o retorno.

Existem 6 bilhões de pessoas no mundo, mas às vezes precisamos só de uma. E por mais paradoxal que seja, essa uma é a mais difícil de achar. Não é clichê dizer a verdade. Ela por si só se faz e se completa.

Hoje queria pensar de uma forma egoísta, onde eu serei o centro das minhas atenções. Mas não é assim que acontece. Na verdade agora penso em compartilhar as migalhas que restaram do fim, do meu fim. Eu preciso de um recomeço, mas não sei por onde começar. Posso ser categórica e fim. Posso não ser, ou posso ser o que você quiser, afinal, eu não sei o que quero ser. E entrego à você a chance de reiniciar, e quem sabe mudar o que eu insisto em permanecer imutável.

Queria poder parar por aqui e você continuar, versos infinitos para se decifrar. Não sou feita de códigos, ninguém é. Não é só carne que é fraca, o coração também é. E o meu agora bate por bater, sinto falta da sua aceleração, e isso me corrói, o sangue demora a circular e isso me sufoca. Quero perder o fôlego mas não dessa forma.

Quantas vezes sofri sem sofrer.. e pensei que meu mundo fosse acabar, quando ele apenas começava.. quero gritar, e quero sofrer de amor, por que senão for assim, que graça vai ter?

Pois um dia.. as pessoas se vão, mas outras chegam, porque todo fim tem um recomeço.

5 de junho de 2008

Solidão


Se pudesse agora acabaria por mim toda feito um rio que deságua e não pergunta onde, apenas segue seu curso, sem saber seu fim. Faria-me em mil pedaços despedaçados, e me sentiria incompleta por mais completa que fosse. Colocaria-me numa sela na esperança de compartilhar todo meu amor com quem fosse. Obrigaria-me a ser sozinha para experimentar a saudade e ao mesmo tempo a dor, a mesma dor que agora sinto, sozinha, fria, sem calor. Permitiria-me gritar de amor e sorrir de ódio, por mais contraditório que isto parecesse ser. Acalmaria-me em saber que não sou a única a viver e sofrer dessa forma. Mas de nada isto me adianta se não posso mentir por amor ou chorar de alegria, soluçar de medo e crer no amanha, na esperança de encontrar o que há de ser minha promessa de vida.
Pouco me importa se tu encontras em outros olhos o que os meus podem te dar, se não são os meus que lhe mostram o que há pra ver; não me importa saber quantas noites tu perdeste emaranhado em lençóis que não eram os meus, se são os meus que te dão o calor que tu busca. Mas me importa saber que quando olho para o lado não são teus olhos que eu vejo, e nem a tua boca que provo, se não é teu abraço que me aperta, nem teu cheiro que me afaga.
Enlouquece-me saber que nossos olhares se cruzam, mas nossas mãos não se tocam, que a distancia se faz presente, quando ela era para ser apenas uma pimenta da saudade. Tento ocultar toda minha dor e vontade de te ter, mas minha frieza não se mostra presente quando você está, ela se faz por desentendida e me deixa perdida, por que você me intimida até o ponto de eu não conseguir me conter e buscar o que o meu corpo clama. Nunca me enganei, eu sabia que o seu certo era o meu errado, e que a tua verdade era a minha mentira, mas mesmo assim me entreguei de alma e corpo afim de que seu corpo e sua alma se prendessem ao meu e assim se fez, como um eclipse, intenso e perfeito. E a cada momento que se passa me perco em metáforas delirantes em busca da explicação disso tudo, vejo-me inerte e descompassada, feito o tempo de um relógio parado.
E agora parte de mim escorre pelo canto do meu rosto, meu sorriso se esconde, não há você para que ele se manifeste. Não te darei o posto de minha razão, mas queria que fosse o meu ponto de fuga.





That's all Folks!

29 de abril de 2008

A flor do meu jardim


Mais uma foto para o curso de fotografia. E dela seguido por palavras por minhas mãos aqui publicadas, porém jogadas ao vento, como as sementes que fazem surgir tal maravilha.


Não sei, talvez a beleza desta flor esteja nos olhos de quem a vê, e os meus, dela suspiraram, como se fosse um amor inacabado.

Uma flor, simples, porém flor, regada por toda sua complexidade e natureza inerte e envolvente. Eis aquela que seduz, encanta e entorpece seus breves admiradores.

Capaz de passar desapercebida pelos os olhos de quem nada vê, mas incapaz de fugir do alcance daqueles que a prestigiam.

Doce e meiga, não poderia ser senão o símbolo daqueles que por amor adoecem e sofrem.

Enfim ela por si só é pureza e simpatia.



Semana de provas na faculdade e isso é de deixar qualquer um arrepiado, eis que não fujo a regra, enfim, como já passou posso voltar a respirar fundo e em paz!

Hoje me sinto tão inspirada que poderia fazer de tudo uma poesia, assim como a vida já é, me contenho em não mais pensar em dilúvios e volto a minha breve condição de ser humano de que nada sabe, e busca um dia saber.


That's all folks!



24 de abril de 2008

Fotografia: a realidade em um clic


Mais uma foto minha, do céu de Brasólia ^^*


Fotografia é uma técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa, designada como o seu suporte.

Essa é a definição no sentido denotativo, mas hoje falarei do sentido conotativo dessa arte de paralisar a realidade.


É incrível como uma foto pode trasmitir tantas coisas, desde aquele sorriso singelo de uma criança, até o dor de uma lágrima prestes a cair. A primeira fotografia tirada foi em 1822 por um francês e de lá pra cá as coisas só tem evoluido. Hoje em dia as máquinas tiram fotos praticamente sozinhas, basta apertar um botão que em alguns instantes a foto é tirada. Mas ai fica uma pergunta: Será que com a tecnologia, a fotografia perdeu sua função como arte?


Porque hoje em dia é tão facil fazer fotos... Com o orkut, fotolog e blogs, qualquer um pode ser um fotográfo de um dia para o outro. Mas o meu professor de fotografia falou algo que realmente é a peça chave da fotografia: O olhar fotográfico. Ele é capaz de encontrar a beleza em lugares nunca antes imaginados, e capaz de fazer virar belo algo que um dia foi comum. E mais... A fotografia é como uma poesia, precisa ser composta de várias elementos, como ângulos, objetos, e principalmente a inspiração.
Acho que não só na fotografia precisa ter inspiração, mas tudo que fazemos na nossa vida. Assim pude perceber a diferença daqueles que tiram fotos, e daqueles que fazem fotos. É incrível como tudo muda de acordo com a vontade e o gosto pela coisa. Eu não diria que um bom fotógrafo é aquele que para, bate a foto, e vai embora como se fosse apenas mais uma. Pra mim um bom fotográfo, é aquele que admira sua imagem, compreende e sente o que ela passa, e através de suas lentes consegue traduzir em um papel toda aquela emoção.
Enfim.. espero um dia poder me dar ao luxo de sentir tudo isso e poder com minhas lentes traduzir o meu mundo e como o vejo.
That's all Folks!

21 de abril de 2008

E o céu de Brasólia continua lindo..


Comecei semana passada um curso de fotografia, e como "dever de casa" o professor pediu para que tirassemos fotos de qualquer coisa que nos chamasse atenção. Não é a primeira vez que tiro fotos do céu de Brasólia, mas agora guiada pelos conhecimentos teóricos, acho que elas só irão melhorar.. Enfim.. tirar fotos é um hobby pra mim.


Aproveitei o modesto feriado para me ausentar dessa cidade de concreto, e me deliciar nas águas termais de Caldas Novas - GO; Tinha tanto tempo que eu não ia lá, que estranhei o clima "quente" da cidade, afinal Brasólia é seca feito o deserto! Mas ainda estou de molho da internet e notícias atuais.. então esse post vai ser somente para nao ficar as moscas... ^^


A única coisa que me chamou atenção, e creio que não só a minha, mas de todo o país, é o caso da menina Isabella.. É triste ver a que ponto o desespero de uma pessoa chega, matar uma criança! Mas não sou eu quem vou julgar, mas nao escondo minha indignação... Porém fico feliz de saber que as pessoas ainda se chocam com estes fatos, e que não passa reto diante dos olhos da população.

Mas não era isso que eu ia dizer.. Boa noite a todos!


That's all Folks!

15 de abril de 2008


Perdida em declarações e fatos confusos de uma vida desregrada, me desfiz em loucos escritos, resultado de uma vida estranha. Me refiro a ninguém menos que Friedrich Wilhelm Nietzsche.
Confesso que nunca morri de amores por filosofia, creio que devido a minha dificuldade para evoluir em tão alto grau meu pensamento, mas confesso que é uma matéria de tamanha curiosidade. Afinal dotada do poder de refletir sobre a base do pensamento humano, é de fato algo a ser considerado importante para o conhecimento de todos nós.


Após horas incessantes me encontro ainda debruçada em livros, e sites, afim de reunir com mais veracidade possível fatos que venham explicar os dias que este homem passou entre os seres terrenos.
Ainda que me doa o corpo, não acho que estou perto do fim. Para aqueles que são amantes dessa filosofia peculiar e complexa que foi Nietzsche, meus sinceros elogios, pois possuem o dom de compreender o que este gênio foi.

Vim postar,pois foi a única forma que encontrei para descansar um pouco minha massa encefálica! (Risos)


14 de abril de 2008

Dias de chuva


Hoje quando acordei..e contemplei o céu, percebi por suas singelas nuvens, que seria um dia ensolarado porém meio frio, me arrumei e segui rumo a faculdade.

Me senti como ele, encoberto por uma camada quase transparente, mas que camufla sua verdadeira face. Pensativa e com o olhar perdido, me peguei por diversas vezes perdida no meio da aula...

É interessante a facilidade que temos de nos embriagar em nossos próprios pensamentos, e esquecer de tudo que ocorre ao nosso redor. Nem barulho, nem luzes, nem movimentos tiraram minha atenção, que estava focada em apenas uma coisa: acontecimentos recentes. Meus pensamentos aos montes, fechavam o céu da minha mente, e como uma tempestade de verão, fez-se chuva forte e passageira, lavando minha alma.

Não sei definir muito bem o que estou sentindo.. Mas creio que é tempo de fechar as portas, e embaixo de um edredom, esperar a chuva passar. Queria poder falar aqui o que sinto, mas é complexo demais para ser traduzido em palavras. Não quero que soe como um clichê, mas de fato não há muito o que dizer. Não tenho o dom dos poetas, e nem daqueles que compõe melodias, mas tenho o dom de sentir...e isto me basta.


Música: Skid Row - I remember you.


8 de abril de 2008

E tudo tem sua primeira vez...

Influenciada por fatores altamente diversos, eis que surge o Realidade Peculiar. Não esconderei que ainda me sinto perdida nesses 20 minutos iniciais. É engraçado, pois me vejo agora por trás do palco e não mais como espectador. Como primeiro post não criarei nenhuma expectativa, veremos o que acontecerá daqui pra frente.. E que se abram as cortinas!

p.s: Será quem alguém virá me ver? Espero que sim...


 
©2007 '' Por Elke di Barros